quarta-feira, 14 de março de 2012

PIRES MARCA PARA REGRESSAR À 1ª LIGA

"Aos 30 anos, Pires sente que vive um dos melhores momentos da sua carreira, algo que se tem visto em campo e que tem consequências no segundo lugar que o Aves ocupa na tabela. Onze golos até ao momento, são o melhor registo pessoal nas competições profissionais do autor dos dois golos que no sábado colocaram um ponto final à série invicta do líder Estoril. "Acredito que tenho aprendido com os anos que levo no futebol e isso vê-se dentro do campo. É recompensador ver os frutos, individual e coletivamente", diz o avançado que vê a subida como um objetivo palpável. "Somos um grupo homogéneo, muito coeso, sob orientação de um líder forte. Estamos bem posicionados e não vamos virar as costas, mas nesta Liga não há certezas", afirma Pires, que vê a visita aos Açores como um barómetro para o plantel avense. "O Santa Clara é muito forte em casa, está a atravessar um bom momento e para nós há a viagem até lá. Acho que se vencermos nos Açores será uma prova de que estamos preparados para tudo", explicou o atacante que já há dois anos conseguiu a subida pelo Portimonense, uma época na qual consegue encontrar semelhanças com a atual. "Na altura também não éramos favoritos à subida de divisão, tal como agora. Seria ótimo voltar à I Liga, pois é onde gostaria de jogar as minhas últimas épocas como profissional", rematou Pires." - OJOGO

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FPF DEVERÁ CHUMBAR ALARGAMENTO

"A ausência de despromoções, método encontrado para preencher as duas vagas adicionais para a Liga 2012-13, gerou forte desagrado. Responsáveis federativos consideram que fica em causa a verdade desportiva.

Está condenado à nascença o projecto de alargamento do principal campeonato de futebol nos moldes em que foi aprovado na segunda-feira. A proposta que mereceu "luz verde" na assembleia geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) terá de ser ratificada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mas esse é um passo que não vai ser dado. Ao que o PÚBLICO apurou, os responsáveis federativos preparam-se para inviabilizar esta intenção.

A aprovação do alargamento do número de clubes, de 16 para 18 (31 votos a favor, 15 contra e duas abstenções) já tinha merecido a contestação do Nacional e do FC Porto na reunião magna que decorreu no Porto. Mas foi o formato encontrado para atingir esse objectivo que gerou maior discórdia. Com o chumbo (29 votos contra, 17 a favor, duas abstenções) da proposta de uma "liguinha" a disputar entre o 15.º e 16.º classificados da Liga e o terceiro e quarto da Liga de Honra, a alternativa encontrada passou pela ausência de despromoções nesta época.

No final da assembleia, e já depois das críticas abertas do Sporting e do Nacional, eram baixas as expectativas de alguns dos dirigentes relativamente à ratificação da proposta por parte da FPF, que faz parte do protocolo que mandata a Liga para organizar competições profissionais. Ontem, o PÚBLICO apurou que o veto federativo será inevitável.

Em causa, no entender dos responsáveis da FPF, não estará o alargamento em si, mas a alteração das regras do jogo já perto do final do campeonato. O presidente do organismo, de resto, tem sido um defensor da verdade desportiva, razão pela qual Fernando Gomes vê com maus olhos a manutenção dos dois últimos classificados da Liga por via administrativa.

Esta posição de inviabilizar a proposta da LPFP deverá ser oficializada ainda esta semana, depois de uma reunião com os sócios ordinários da federação (associações de futebol, de treinadores, de árbitros, Liga, sindicato de jogadores, entre outros), que serão auscultados relativamente a este tema. Após o encontro, haverá uma declaração pública sobre o teor da decisão final.

O presidente da LPFP, Mário Figueiredo, defendeu, já no final da assembleia geral, que os campeonatos fechados, como acontece na América do Norte, não perdem competitividade pelo facto de não haver despromoções: "Ninguém vai querer ficar em último lugar, tal como ninguém quer ficar em nono quando pode ficar em oitavo".

Recurso para o CJ

Mas este argumento não colhe junto dos dirigentes federativos. Nem junto dos responsáveis do FC Porto, que ontem criticaram, no site oficial, "um alargamento sem a mínima sustentabilidade, anulando as normais despromoções, que são um garante da integridade e estabilidade de uma competição desportiva".

Nesta linha, os campeões nacionais defendem o que designam por "normalidade competitiva": "O FC Porto espera que urgentemente a Federação Portuguesa de Futebol impeça que um pequeno e pouco representativo grupo de aventureiros destrua uma das actividades de que o nosso país mais se pode orgulhar". E anunciam o "recurso para o conselho de justiça [CJ] da FPF".

A intenção de não despromover os clubes que terminarem o campeonato nas duas últimas posições poderá ter, de resto, um forte impacto num dos campeonatos mais competitivos dos últimos anos. Não é só a luta pelo título que está acesa, mas também a fuga à descida de escalão: basta ver que apenas seis pontos separam actualmente o 10.º classificado da "linha de água".

Custos travam "liguinha"

Na origem de toda a polémica está o chumbo da proposta do líder da LPFP de avançar para uma "liguinha", com o objectivo de encontrar os dois emblemas que preencheriam as duas vagas em aberto. Em causa estaria a disputa de mais quatro partidas.

"A liguinha seria outra fórmula, mas é normal esta decisão [de não haver despromoções]. Os clubes entenderam que mais quatro jogos nesta fase da época só iriam aumentar as despesas", explicou António Fiúza, presidente do Gil Vicente, ao PÚBLICO.

A preocupação dos dirigentes com os custos, no actual contexto económico, tem sido uma prioridade em todas as frentes de negociação. E Fiúza vê na resistência à mudança uma forma de os clubes mais poderosos defenderem os seus interesses. "Os "grandes" não querem o alargamento para poderem fazer digressões no final da época que lhes rendem milhões de euros. Enquanto os pequenos e médios clubes têm de mandar os jogadores para casa, de férias, durante dois meses e continuar a pagar-lhes os salários", explica.

A favor do alargamento, proposta que, assinala, "venceu por uma margem esmagadora", o dirigente gilista deixa outro argumento: "Não podemos pedir aos sócios que paguem as quotas e não tenham jogos. Temos de treinar menos e jogar mais. Isto não é uma república das bananas".

Opinião diferente tem Francisco Silveira Ramos, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), que fala numa "medida avulsa e baseada em fantasias". A posição pessoal do dirigente (o organismo a que preside só no dia 26 debaterá o tema) vai no sentido de exigir mais dados e políticas que combatam os problemas estruturais da modalidade.

"Não tenho nada contra o alargamento ou o encurtamento, mas enquanto não se fizerem estudos e propostas concretas, que resolvam os grandes problemas do futebol português, não me parece boa ideia", argumentou, em declarações à agência Lusa, lamentando que "vários agentes e intervenientes no futebol" não tivessem sido ouvidos ao longo deste processo: "Foi pena não termos dado o nosso contributo".

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PÚBLICO - Federação vai chumbar proposta de alargamento do campeonato

terça-feira, 13 de março de 2012

MÁRIO FIGUEIREDO: "REPESCAGEM NÃO FERE VERDADE DESPORTIVA"

Numa decisão absolutamente surpreendente por parte da Liga e com o o total de 23 votos (em 48), a fórmula da "repescagem" foi aprovada ontem depois de uma longa AG. Segundo esta fórmula não há descidas de divisão nos campeonatos profissionais esta época. A decisão carece apenas da aprovação da Federação Portuguesa de Futebol, mas está longe de ser consensual e até legal segundo alguns clubes...

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Mário Figueiredo, defendeu que a "repescagem" dos clubes que descem à "Honra", em função do alargamento da prova principal, não fere a verdade desportiva.

Em declarações proferidas após uma maratona de cerca de sete horas de Assembleia Geral (AG), Mário Figueiredo refutou a tese que aponta para os efeitos negativos desta decisão, que isenta os clubes da despromoção na presente época.

"Há, no meio da tabela, uma quantidade de clubes que também não luta por subir ou descer", exemplificou o dirigente, a quem "não parece" que a integridade da competição saia ferida pela decisão dos clubes.
A fórmula de repescagem foi aprovada com 23 votos a favor e 21 contra (mais quatro abstenções), após ter sido reprovada a solução da própria direcção do organismo, que preconizava a disputa de uma "liguilha".

A fórmula defendida por Mário Figueiredo passava pela disputa de um mini-campeonato, no final da época, entre os 15.º e 16. classificados da Liga e os terceiro e quarto da Liga de Honra.

A aprovação, em AG, desta alteração ao Regulamento de Competições não representa, por si só, a certeza de que o alargamento e consequente regime transitório de subidas e descidas entre em vigor na próxima época, pois terá que ser ainda aprovado em sede da Federação Portuguesa de Futebol.

"O futuro, neste caso, não depende só da Liga", reconheceu Mário Figueiredo, sublinhando que "o alargamento só entrará em vigor se houver consenso" entre os dois organismos.

Questionado sobre o anúncio de eventuais impugnações das decisões da AG de hoje (o Nacional da Madeira tornou pública essa intenção e o Sporting reserva-se ao mesmo direito), o dirigente afirmou: 

"Estamos a empolar demasiado a questão do alargamento".
"É estranho que apareçam agora essas questões, como a aprovação a meio de uma época, quando se aprovou o alargamento da Liga de Honra também a meio de uma época: esta, em Dezembro", sublinhou.

Para Mário Figueiredo, que hoje completou três meses de mandato, "este alargamento é tão legítimo como o outro".

O presidente da Liga quis ainda realçar a vontade dos clubes em centralizar na Liga os direitos das transmissões televisivas: "Foi um dia histórico, para uma questão estrutural do futebol nacional, pois obteve-se um consenso no sentido de aprofundarmos os estudos nesse sentido".
O presidente da Liga foi mandatado, conforme a declaração final do Conselho de Presidentes, para fundamentar num estudo económico a preparação da instrução de uma eventual queixa - a deliberar em reunião futura - na Direcção Geral da Concorrência da Comissão Europeia, até 30 de Junho, que tenda a declarar nulos os contratos de cessão de direitos de transmissão televisiva dos clubes.

Porém, a "unanimidade" anunciada por Mário Figueiredo revela apenas o voto de 29 dos 32 clubes da Liga, tendo faltado a essa reunião Benfica, FC Porto e Sporting de Braga. - RECORD.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

ALARGAMENTO SEM LIGUILHA...

... e sem lugares 'extra' para os clubes da Liga Orangina. Ou seja, não descerá nenhum clube da Liga ZON Sagres esta temporada.

(notícia em actualização)

"Os clubes presentes na assembleia geral da Liga aprovaram o alargamento do campeonato principal de 16 para 18 clubes. O alargamento teve o voto favorável de 9 clubes da I Liga e de 13 da II Liga, num total de 31 votos. A proposta contou com 15 votos contra e duas abstenções.

A proposta apresentada pelo presidente da Liga para uma liguilla foi, por outro lado, rejeitada, com 29 contra. Ou seja, os clubes optaram pela repescagem das equipas que terminem o campeonato em posição de descida.

A assembleia prossegue e está demorada pois estão a ser apresentados diversos requerimentos." - RECORD

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ALARGAMENTO DECIDIDO ESTA TARDE

Hoje discute-se o alargamento da Liga e o consequente regime transitório de subidas e descidas. A hipótese 'Liguilha' (composta pelos dois últimos classificados da Primeira Liga e os terceiro e quarto classificados da Liga de Honra) estará em cima da mesa e é o desfecho mais provável.

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sábado, 10 de março de 2012

AVES VENCE E CONVENCE FRENTE AO LÍDER

O Desportivo venceu o líder Estoril por 2-0. Um grande resultado, um grande jogo e uma grande atitude da turma avense que foi superior ao líder do campeonato, que não perdia há 15 jogos! FORÇA AVES, "Alcança quem não cansa!"

in Record:
(...)
A merecida vitória da formação local foi conseguida no primeiro tempo, com golos aos 30 e 45 minutos, ambos por Pires, que ainda desperdiçou uma grande penalidade, aos 79, a castigar uma alegada falta de Adilson sobre Nélson Pedroso, na área do Estoril-Praia.

Os canarinhos consentiram o domínio de jogo ao Aves, mas faltou-lhes sempre quem assumisse a iniciativa de transportar a bola até aos avançados, em especial a Licá e Adilson, os mais inconformados. Os líderes da Honra só de bola parada levaram perigo à baliza de Rui Faria, após cabeceamentos de Gonçalo e Licá, aos 14 e 17 minutos.

A formação local tinha mais posse de bola, revelava mais querer em chegar à baliza contrária e chegou com naturalidade ao golo, apontado por Pires, aos 30 minutos, a emendar um centro de Pedro Pereira da direita, depois de Vagner, no mesmo lance, lhe ter negado o golo.
O avançado e melhor marcador do Aves, agora com 11 tentos, fez o segundo golo no limite do primeiro tempo, aos 45, com um remate de primeira à entrada da área.

O Estoril-Praia, que não perdia na Liga de Honra desde a 6.ª jornada, disputada a 2 de outubro em Penafiel (derrota por 3-1), reapareceu na segunda parte com Gerso e Rodrigo Dantas nos lugares dos "apagados" João Coimbra e Pedro Moreira, mas não melhorou muito.
O conjunto de Estoril só conseguiu mandar no jogo após a expulsão de Pedro Pereira, punido com um cartão vermelho direto aos 64 minutos, após uma entrada dura sobre Gonçalo Santos, mas sem nunca criar lances de muito perigo.
(...)

Jogo no estádio do Clube Desportivo das Aves.
Desportivo das Aves: Rui Faria, Pedro Geraldes, Tiago Valente, João Pedro, Nélson Pedroso, Romeu, Ricardo Chaves, Pedro Cervantes (Tito, 70), Pedro Pereira, Vasco Matos (Quinaz, 77) e Pires (Leandro, 85g).
(Suplentes: Márcio Santos, Leandro, Romaric, Tito, Quinaz, Bishoff e Diogo Fonseca).

Estoril-Praia: Vagner, Anderson Luís, Steven Vitória, Lameirão, Tiago Gomes (Fabrício, 70), Gonçalo Santos, João Coimbra (Rodrigo Dantas, 46), Carlos Eduardo, Pedro Moreira (Gerso, 46), Licá e Adilson.
(Suplentes: Ernesto, Bruno Nascimento, Rodrigo Dantas, Diogo Amado, Gerso, Fabrício e Tony Taylor).

Árbitro: Manuel Mota (Braga).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Steven Vitória (08), Licá (22), Vasco Matos (27), Lameirão (35), João Pedro (45+1), Pedro Cervantes (66) e Romeu (67). Cartão vermelho direto para Pedro Pereira (64).
 
Resumo da partida:
Ligações:
ABOLA - "Desp. Aves bate líder Estoril"
ZEROZERO - "Desportivo das Aves derrota líder Estoril (2x0)"
MAISFUTEBOL - "Honra: Aves bate o líder e é segundo"
OJOGO - "Pires decide duplamente"

quinta-feira, 8 de março de 2012

TREINADORES JUNTOS NA BANCADA

"Castigados pela Liga com 15 e dez dias de suspensão, os treinadores Paulo Fonseca e Marco Silva e vão orientar da bancada o Aves-Estoril. Paulo Fonseca, técnico do Aves, lançou anteontem um convite a Marco Silva, treinador dos canarinhos, para verem o jogo lado a lado. Marco Silva revelou a O JOGO ter aceitado o convite, até porque ambos já se conhecem de quando jogaram juntos no Belenenses. "Terei todo o gosto em estar com ele na bancada. Somos amigos e temos uma relação de respeito. O Aves foi o primeiro jogo que tive em casa, e Paulo Fonseca desejou-me felicidades. Dei-lhe os parabéns pelo excelente trabalho que tem feito", recordou Marco Silva. Ganhando em Vila das Aves, o Estoril pode ficar com 14 pontos de avanço sobre o terceiro. Entretanto, Licá recebeu o prémio de Melhor Jogador e o Prémio Juventude do Sindicato dos Jogadores." - OJOGO

Ligações:

quarta-feira, 7 de março de 2012

AVES - ESTORIL COM TREINADORES NA BANCADA

"Paulo Fonseca e Marco Silva reencontram-se esta semana, mas não no relvado. Ambos foram expulsos na última jornada e por isso, o Aves-Estoril deste sábado, não terá os treinadores principais a orientar as equipas no banco de suplentes. Paulo Fonseca foi punido com uma suspensão de 15 dias e 750 euros de multa, ao passo, que Marco Silva terá apenas de cumprir dez dias de suspensão e multa ficou-se pelos 500 euros. O sangue está na guelra destes dois jovens treinadores que têm dado cartas nesta Liga Orangina, colocando as suas equipas nos primeiros lugares da tabela, bem classificados para a luta final pela subida de divisão. De resto, Marco Silva e Paulo Fonseca são velhos conhecidos, e não é de agora. Enquanto jogadores, foram colegas de equipa no Belenenses, na época 1996/97. Temporada em que Marco Paulo fez a sua estreia como sénior, enquanto Paulo Fonseca era já um titular. Desta feita, no jogo de cartaz da jornada, é provável que a atenção das câmaras de televisão se reparta entre o relvado e a bancada na procura pelos castigados treinadores, e Paulo Fonseca deixa o convite: "Teria muito gosto em ver o jogo no camarote, sentado ao lado do Marco."" - OJOGO

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OJOGO - "Aves-Estoril com treinadores sentados... na bancada"