domingo, 18 de março de 2012

AVES VENCE NOS AÇORES POR 2-0

O Desportivo venceu esta tarde nos Açores a equipa do Santa Clara por 2-0. Os golos foram ambos apontados pelo goleador de serviço Pires (aos 3' e 60') que assim se aproxima do topo da lista de melhores marcadores da Liga Orangina. Com esta vitória o Aves segura o segundo lugar num fim-de-semana em que nenhum dos quatro primeiros classificados perdeu pontos. Registe-se também a derrota do Atlético e do Penafiel que assim se distanciam dos lugares cimeiros da classificação.

in SapoDesporto:

"Pires foi o autor dos dois golos, aos dois e 59 minutos, o que permitiu ao Desportivo das Aves reocupar o segundo lugar da tabela classificativa, à frente do Moreirense e a oito pontos do líder Estoril-Praia.

O Desportivo das Aves entrou em campo decidido a levar os três pontos para casa e inaugurou o marcador logo aos dois minutos, no seguimento de um cruzamento de Quinaz para Pires, que apareceu ao primeiro poste e só teve de desviar de cabeça, batendo centrais e o guardião adversário, numa flagrante falha da defensiva "encarnada".

O Santa Clara, que esteve mal neste jogo, só conseguiu criar maior perigo aos 39 minutos, através de um livre de Pacheco, que fez a bola sair perto da trave da baliza de Marafona.

No segundo tempo, perante um Santa Clara que realizou uma das piores exibições da temporada, Pires bisou, aos 59 minutos, aproveitando uma nova falha defensiva do Santa Clara.

Pouco antes do apito final, Moreira ainda tentou reduzir a desvantagem, com um pontapé de bicicleta e onde valeu a excelente defesa de Marafona para canto."
 
Golos da Partida:






Resultados da 24ª Jornada
Estoril 1-0 U. Madeira
Belenenses 2-1 Oliveirense
Naval 2-1 Trofense
Leixões 2-2 Freamunde
Arouca 1-2 Portimonense
Sp. Covilhã 2-0 Atlético
Moreirense 3-1 Penafiel
Santa Clara 0-2 CD AVES

Ligações:
zerozero - Ficha de Jogo
LPFP - Ficha de Jogo

SANTA CLARA - DESP.AVES JORNADA 23

Avenses em teste de caráter


O Aves parece empenhado na luta pela subida de divisão como ficou provado na ronda anterior ao vencer o líder, e este confronto com o Santa Clara pode ser exatamente aquilo que os avenses precisavam.

Um jogo nos Açores, ou seja com uma longa viagem de véspera envolvida, num estádio, onde os açorianos não perdem há quase três meses - última derrota foi aos pés do líder, no final de dezembro. Ou seja, tudo indica que será um teste difícil para a equipa de Paulo Fonseca - que volta a ter de ficar sentado na bancada -, que além de todas estas dificuldades, tem de lidar com as muitas limitações para o ataque, uma vez que Pedro Pereira e Vasco Matos estão castigados.

Equipas prováveis

Estádio de São Miguel, Ponta Delgada, Açores

Árbitro Hugo Miguel (AF Lisboa)

Santa Clara - Stefanovic; André Simões, Márcio Piccolo, Edgar e Nelson; Djurdjevic, Lourenço e Pacheco; Moreira, Platini e Sylvestre
Outros convocados: Tiago Maia; Guilherme, Sandro, Dincic, Pipo, Ilic e Paulo Grilo
Treinador Bruno Moura

Aves - Marafona; Geraldes, Tiago Valente, João Pedro e Nélson Pedroso; Ricardo Chaves, Romeu e Pedro Cervantes; Diogo Fonseca, Pires e Quinaz
Outros convocados: Rui Faria; Renato, Romaric, Grosso, Tito, Amaury Bischoff e Dally
Treinador Paulo Fonseca

Ligações:

sexta-feira, 16 de março de 2012

AVES VENCE VIZELA EM JOGO-TREINO

"O Aves ultima a preparação para o jogo com o Santa Clara, e hoje realizou um jogo-treino com o Vizela. A partida terminou com a vitória (3-2) dos avenses, com golos de Quinaz e Dally que bisou." - OJOGO

Ligações:

ALARGAMENTO DA LIGA CHUMBADO PELA FPF

"A direção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) esteve reunida para analisar o alargamento da Liga portuguesa de 16 para 18 clubes e decidiu chumbar essa possibilidade.

Os clubes tinham aprovado na assembleia-geral o aumento para 18 clubes e a abolição das descidas na Liga Zon Sagres e na Orangina, mas a FPF decidiu chumbar essa iniciativa.

«A Federação Portuguesa de Futebol diz não, de forma responsável, ponderada e convicta, à proposta votada na Liga de clubes e que pretendia que, na prática, nenhum clube das competições profissionais descesse de divisão na presente época desportiva», afirmou Fernando Gomes." - ABOLA

Ligações:
ABOLA - "Alargamento da Liga chumbado"

quarta-feira, 14 de março de 2012

AVES PREVÊ REDUÇÃO DOS DIREITOS TELEVISIVOS NA II LIGA

in OJOGO:

"O alargamento da I Liga para 18 clubes em 2012/13 foi uma má notícia para o presidente do Aves, clube da Liga Orangina que luta pela subida. Inconformado com a aprovação da proposta, Armando Silva contava, pelo menos, com a realização de uma liguilha, o que não acontecerá. 

"É impensável uma solução destas, que vitima a verdade desportiva. No mínimo teria de haver uma liguilha para haver mérito desportivo, num cenário em que desciam dois da I Liga e os quatro primeiros da Liga Orangina subiam de divisão", avaliou o dirigente, acrescentando que a decisão tomada em AG da Liga significa uma vitória somente "para os pequenos da I Liga"


"Na Liga Orangina temos como objetivo atingir os 500 mil euros, por clube, de direitos televisivos nos próximos três anos, mas se o alargamento se concretizar o objetivo cai por terra, porque o operador vai ter de pagar quatro milhões aos dois clubes que vão para a I Liga", explicou. 

Atualmente, o máximo que um clube da II Liga pode receber pelos direitos televisivos são 175 mil euros, enquanto o mínimo embolsado por um emblema da I Liga são 1,8 milhões de euros." - OJOGO

ALARGAMENTO SIM, MAS NÃO ASSIM

O Presidente do Aves, Armando Silva, tornou pública a opinião do Clube sobre o alargamento da 1ª Liga de Futebol: alargamento sim, mas não assim nem nesta altura do campeonato.

O Desportivo das Aves, da Liga de Honra de futebol, é contra o alargamento da Liga sem descidas de divisão e espera que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vete a decisão.

«Não somos contra o alargamento, mas contra o alargamento nestes moldes porque, quer queiram ou não queiram, a verdade desportiva está posta em causa pelo facto de não descerem equipas», disse hoje à Agência Lusa o presidente avense, Armando Silva.

Para o dirigente, aliás, as alterações às regras nunca poderiam ser feitas com a época a decorrer, notando que «faltam apenas oito partidas para terminá-la».

O presidente do Desportivo das Aves, segundo classificado da Liga de Honra, espera agora «que a FPF tenha o bom senso de reprovar este sistema».

Armando Silva considera «super nefasto» o impacto económico que o alargamento da Liga principal vai ter na Liga de Honra, porque a empresa que detém os direitos de transmissão televisiva dos jogos, a Olivedesportos, «vai ter que dar mais cerca de quatro milhões de euros aos dois novos clubes», suspeitando que isso irá prejudicar os clubes da Liga de Honra que «reivindicam há muito tempo um aumento das receitas dos direitos televisivos».

O responsável até pode concordar que as equipas B dos "três grandes", assim como as do Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, levarão mais espetadores aos estádios e ajudarão a aumentar as receitas, mas o argumento carece «de um estudo que o sustente».

Além disso, acrescentou, há os custos diretos e indiretos de haver mais seis equipas na Liga de Honra e, para o Aves, mais três grandes deslocações: duas a Lisboa (Sporting B e Benfica B) e uma à Madeira (Marítimo B).

«Prevemos gastar mais 50 mil euros por ano só por causa dessas deslocações, ao que temos que acrescentar, em casa, o policiamento, a manutenção com o estado do relvado que vai deteriorar-se mais, entre outros custos indiretos», disse.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional aprovou na segunda-feira, em Assembleia-Geral, o alargamento da Liga e Liga de Honra para 18 e 22 equipas, respetivamente, mas a decisão, que já mereceu críticas públicas de FC Porto, Sporting e Nacional, terá de ser ratificada pela FPF." - SAPO DESPORTO

Ligações:

PIRES MARCA PARA REGRESSAR À 1ª LIGA

"Aos 30 anos, Pires sente que vive um dos melhores momentos da sua carreira, algo que se tem visto em campo e que tem consequências no segundo lugar que o Aves ocupa na tabela. Onze golos até ao momento, são o melhor registo pessoal nas competições profissionais do autor dos dois golos que no sábado colocaram um ponto final à série invicta do líder Estoril. "Acredito que tenho aprendido com os anos que levo no futebol e isso vê-se dentro do campo. É recompensador ver os frutos, individual e coletivamente", diz o avançado que vê a subida como um objetivo palpável. "Somos um grupo homogéneo, muito coeso, sob orientação de um líder forte. Estamos bem posicionados e não vamos virar as costas, mas nesta Liga não há certezas", afirma Pires, que vê a visita aos Açores como um barómetro para o plantel avense. "O Santa Clara é muito forte em casa, está a atravessar um bom momento e para nós há a viagem até lá. Acho que se vencermos nos Açores será uma prova de que estamos preparados para tudo", explicou o atacante que já há dois anos conseguiu a subida pelo Portimonense, uma época na qual consegue encontrar semelhanças com a atual. "Na altura também não éramos favoritos à subida de divisão, tal como agora. Seria ótimo voltar à I Liga, pois é onde gostaria de jogar as minhas últimas épocas como profissional", rematou Pires." - OJOGO

Ligações:

FPF DEVERÁ CHUMBAR ALARGAMENTO

"A ausência de despromoções, método encontrado para preencher as duas vagas adicionais para a Liga 2012-13, gerou forte desagrado. Responsáveis federativos consideram que fica em causa a verdade desportiva.

Está condenado à nascença o projecto de alargamento do principal campeonato de futebol nos moldes em que foi aprovado na segunda-feira. A proposta que mereceu "luz verde" na assembleia geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) terá de ser ratificada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), mas esse é um passo que não vai ser dado. Ao que o PÚBLICO apurou, os responsáveis federativos preparam-se para inviabilizar esta intenção.

A aprovação do alargamento do número de clubes, de 16 para 18 (31 votos a favor, 15 contra e duas abstenções) já tinha merecido a contestação do Nacional e do FC Porto na reunião magna que decorreu no Porto. Mas foi o formato encontrado para atingir esse objectivo que gerou maior discórdia. Com o chumbo (29 votos contra, 17 a favor, duas abstenções) da proposta de uma "liguinha" a disputar entre o 15.º e 16.º classificados da Liga e o terceiro e quarto da Liga de Honra, a alternativa encontrada passou pela ausência de despromoções nesta época.

No final da assembleia, e já depois das críticas abertas do Sporting e do Nacional, eram baixas as expectativas de alguns dos dirigentes relativamente à ratificação da proposta por parte da FPF, que faz parte do protocolo que mandata a Liga para organizar competições profissionais. Ontem, o PÚBLICO apurou que o veto federativo será inevitável.

Em causa, no entender dos responsáveis da FPF, não estará o alargamento em si, mas a alteração das regras do jogo já perto do final do campeonato. O presidente do organismo, de resto, tem sido um defensor da verdade desportiva, razão pela qual Fernando Gomes vê com maus olhos a manutenção dos dois últimos classificados da Liga por via administrativa.

Esta posição de inviabilizar a proposta da LPFP deverá ser oficializada ainda esta semana, depois de uma reunião com os sócios ordinários da federação (associações de futebol, de treinadores, de árbitros, Liga, sindicato de jogadores, entre outros), que serão auscultados relativamente a este tema. Após o encontro, haverá uma declaração pública sobre o teor da decisão final.

O presidente da LPFP, Mário Figueiredo, defendeu, já no final da assembleia geral, que os campeonatos fechados, como acontece na América do Norte, não perdem competitividade pelo facto de não haver despromoções: "Ninguém vai querer ficar em último lugar, tal como ninguém quer ficar em nono quando pode ficar em oitavo".

Recurso para o CJ

Mas este argumento não colhe junto dos dirigentes federativos. Nem junto dos responsáveis do FC Porto, que ontem criticaram, no site oficial, "um alargamento sem a mínima sustentabilidade, anulando as normais despromoções, que são um garante da integridade e estabilidade de uma competição desportiva".

Nesta linha, os campeões nacionais defendem o que designam por "normalidade competitiva": "O FC Porto espera que urgentemente a Federação Portuguesa de Futebol impeça que um pequeno e pouco representativo grupo de aventureiros destrua uma das actividades de que o nosso país mais se pode orgulhar". E anunciam o "recurso para o conselho de justiça [CJ] da FPF".

A intenção de não despromover os clubes que terminarem o campeonato nas duas últimas posições poderá ter, de resto, um forte impacto num dos campeonatos mais competitivos dos últimos anos. Não é só a luta pelo título que está acesa, mas também a fuga à descida de escalão: basta ver que apenas seis pontos separam actualmente o 10.º classificado da "linha de água".

Custos travam "liguinha"

Na origem de toda a polémica está o chumbo da proposta do líder da LPFP de avançar para uma "liguinha", com o objectivo de encontrar os dois emblemas que preencheriam as duas vagas em aberto. Em causa estaria a disputa de mais quatro partidas.

"A liguinha seria outra fórmula, mas é normal esta decisão [de não haver despromoções]. Os clubes entenderam que mais quatro jogos nesta fase da época só iriam aumentar as despesas", explicou António Fiúza, presidente do Gil Vicente, ao PÚBLICO.

A preocupação dos dirigentes com os custos, no actual contexto económico, tem sido uma prioridade em todas as frentes de negociação. E Fiúza vê na resistência à mudança uma forma de os clubes mais poderosos defenderem os seus interesses. "Os "grandes" não querem o alargamento para poderem fazer digressões no final da época que lhes rendem milhões de euros. Enquanto os pequenos e médios clubes têm de mandar os jogadores para casa, de férias, durante dois meses e continuar a pagar-lhes os salários", explica.

A favor do alargamento, proposta que, assinala, "venceu por uma margem esmagadora", o dirigente gilista deixa outro argumento: "Não podemos pedir aos sócios que paguem as quotas e não tenham jogos. Temos de treinar menos e jogar mais. Isto não é uma república das bananas".

Opinião diferente tem Francisco Silveira Ramos, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), que fala numa "medida avulsa e baseada em fantasias". A posição pessoal do dirigente (o organismo a que preside só no dia 26 debaterá o tema) vai no sentido de exigir mais dados e políticas que combatam os problemas estruturais da modalidade.

"Não tenho nada contra o alargamento ou o encurtamento, mas enquanto não se fizerem estudos e propostas concretas, que resolvam os grandes problemas do futebol português, não me parece boa ideia", argumentou, em declarações à agência Lusa, lamentando que "vários agentes e intervenientes no futebol" não tivessem sido ouvidos ao longo deste processo: "Foi pena não termos dado o nosso contributo".

Ligações:
PÚBLICO - Federação vai chumbar proposta de alargamento do campeonato